De olho no enquadramento

Parede bem decorada dá vida ao ambiente

Arquiteta e designer de interiores ensina formas de criar uma composição de quadros que ajuda a destacar qualquer cômodo

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postado em 13/03/2017 13:27 Lilian Monteiro /Estado de Minas
Telas apoiadas em móveis no quarto ou na sala criam um efeito interessante na decoração	 - Sidney Doll/Divulgação Telas apoiadas em móveis no quarto ou na sala criam um efeito interessante na decoração

Uma parede vazia incomoda. A decoração parece estar incompleta. Sem ajuda profissional, muitas pessoas têm dúvidas e não sabem como distribuir os quadros na parede ou pelo ambiente. Desde questões básicas, como altura adequada, até dúvidas entre fotografias, gravuras e obras de arte. A arquiteta e designer de interiores Fernanda Hoffmann, técnica em edificações pela E.T.E Getulio Vargas, concorda que uma parede lisa é como uma tela em branco esperando para ser preenchida. Para a escolha dos temas, trata-se de uma decisão muito pessoal de quem vai morar no imóvel. “Existem diversos tipos de arte e costumo dizer que não há bonito e feio nessa área, e sim uma identificação pessoal. Portanto, o cliente deve participar da escolha do quadro e decidir pelo que lhe 'toca' mais. O profissional contratado (arquiteto ou decorador) nunca pode decidir por ele”, afirma.

À frente do escritório que leva seu nome desde 2009, Fernanda Hoffmann reforça que o que precisa ser levado em conta são as proporções do quadro e as cores para compor com o resto do ambiente. Ela chama a atenção sobre as molduras. “Costumo escolher uma moldura que contraste com a cor da parede, pois do contrário podemos usar o quadro sem moldura, o que também é uma opção para telas a óleo. O importante é sempre se preocupar com a decoração do ambiente onde o quadro será exposto, verificar seu estilo, já que existem molduras mais modernas e outras mais clássicas.”

Para quadros de tamanhos e formatos diferentes, a dica é alinhar todos por cima ou por baixo - Sidney Doll/Divulgação Para quadros de tamanhos e formatos diferentes, a dica é alinhar todos por cima ou por baixo

Para a arquiteta, a escolha da moldura é livre e não é necessário seguir um estilo só. “Não precisa ser todas iguais, pode-se misturar quadros com e sem molduras. As semelhantes produzem um efeito mais clean e os modelos variados criam textura e pedem uma decoração mais limpa no restante do espaço para não sobrecarregar. Não necessariamente precisa de um quadro com foto, a composição apenas com molduras também é interessante”, observa.

OBRAS DE ARTE


Outra preocupação na hora de distribuir o quadro em casa é quanto ao valor. Qual deve ser melhor posicionado? Como expô-lo da melhor maneira? “Obras de arte merecem local de destaque. E você pode conseguir isso de diversas formas, por exemplo, com iluminação localizada ou criando um nicho na parede para colocar o quadro. Gravuras e fotografias ficam bem combinadas em várias peças e podem ser usadas de forma mais informal, explica a arquiteta.  

Molduras podem ocupar um espaço Molduras podem ocupar um espaço Molduras podem ocupar um espaço Molduras podem ocupar um espaço "sem graça" da casa e conferir um charme todo especial

A composição é uma dor de cabeça para quem está inseguro. E nada pior do que furar a parede e só depois descobrir que está errado, que a disposição dos quadros na parede ficou ruim. Fernanda Hoffmann afirma que não existe regra de todos os quadros seguirem o mesmo estilo. Se achar que não ficou bom na mesma parede, tente usar em paredes diferentes. O fato é que composições mais harmônicas, que seguem o mesmo estilo, são menos poluídas. Já com estilos diferentes demandam uma decoração mais neutra no resto do ambiente para contrabalançar. “Na minha opinião, moldura rústica combina melhor com quadros de paisagem ou folhagens. A moderna, com telas abstratas e fotos de cidades (principalmente as preto e branco e sépia, que estão muito em alta). Já as clássicas e tradicionais vão bem com obras de arte de maior valor.”

Neste quarto, a iluminação destaca os quadros na parede, que combinam com o resto do ambiente - Arquivo Pessoal Neste quarto, a iluminação destaca os quadros na parede, que combinam com o resto do ambiente

Dicas de quem entende

1 - Existe altura certa? A mais comum é a de 1,60m, contado a partir do chão até o meio do quadro. Não é uma medida obrigatória, mas é uma dica para começar a pensar nessa forma de disposição, já que é a posição que a maioria consegue apreciá-lo.

2) Posicionamento: É fundamental prestar atenção no mobiliário do espaço. Se for colocar o quadro na sala, eles devem ficar pelo menos 25cm acima do sofá. O mesmo vale para os quartos, em relação à cama, aparadores, mesas de jantar etc. No caso de escadas, os quadros devem acompanhar sua inclinação.

3) Simetria: Não acredito que a posição dos quadros deve ser simétrica. Um exemplo é que os quadros não precisam estar pendurados na parede, podem estar apoiados na mobília, prateleiras e até mesmo no chão. E lembrem-se de testar as peças antes de furar a parede para ver se gosta da composição.

4) Valorização de espaços: Usar galerias de quadros em corredores, que normalmente são “sem graça”, é uma saída. O uso de espelhos atrás dos quadros também é interessante para criar a sensação de amplitude. Para não furar os espelhos, uma saída são os adesivos da 3M.

5) Proporção: Uma opção é o uso de moldes para testar o que fica ou não bonito. Para alinhar quadros de medidas diferentes, use um referencial: alinhe todos por cima ou por baixo.

6) Prioridade: Obras de arte de maior importância devem ocupar local de destaque, como o hall de entrada ou a sala principal. Obras pequenas podem ser agrupadas em uma parede só.

7) Tendência: Os quadros coloridos, com efeitos em 3D e geométricos, estão em alta. O truque é combiná-los com uma base mais neutra ou, para os mais ousados, com outros padrões/estilos. Outra opção é a impressão de gravuras, mais em conta do que o quadro pintado a óleo, por exemplo.

8) Iluminação: Usar arandela sobre um quadro dá um efeito interessante. O único cuidado é a escolha do tipo de lâmpada: se for quente, pode estragar a pintura a óleo, por exemplo. Não é recomendável usar esse artifício no caso de galerias com vários quadros porque fica carregado demais.

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