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Cortina de teto é a mais nova tendência da decoração

Pode soar estranho, mas você conhece a cortina de teto? Elemento dá personalidade ao ambiente com funcionalidade e estética

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postado em 09/04/2017 12:32 Lilian Monteiro /Estado de Minas
A cortina de teto deixa a iluminação natural entrar e, ao mesmo tempo, diminui a incidência de calor - Daniel Mansur/Divulgação A cortina de teto deixa a iluminação natural entrar e, ao mesmo tempo, diminui a incidência de calor

A cortina romana de teto (alguns chamam de persiana de teto) ainda é pouco conhecida, mas aparece cada vez mais em projetos de decoração. Proteção solar e térmica, ela é a solução não só para seu teto de vidro, mas um recurso bacana que pode ser aplicado onde houver janelas e painéis de vidro. Ela pode ser acionada de forma manual ou mecânica (controle remoto) e tem mecanismos deslizantes sobre trilhos que facilitam a sua abertura e recolhimento. Ela é ideal para projetos em coberturas, janelas especiais, jardins de inverno, halls...

A arquiteta Vanessa Figueiredo indica o uso da cortina de teto quando há um teto translúcido e alerta sobre o cuidado com o tecido, já que irá receber a luz solar. “O interessante é que ele deixa a iluminação natural entrar e, ao mesmo tempo, diminui a incidência de calor.” Ela explica que o recurso também pode ser usado em ambientes externos, como na varanda e em pérgulas. Imagina, a cortina de teto usada à noite pode proporcionar a visão de um céu espetacular nos momentos de lua cheia e estrelas.

Vanessa Figueiredo explica que o tecido da cortina é sempre o branco convencional, mas que a ousadia não é descartada. “Não é um pedido convencional um tecido diferente, estampado. Quando presente, a ideia da cortina de teto é levar encanto, aconchego e mais flexibilidade. A cor pode ser banco, bege e até mesmo estampado. Mas, neste caso, para não escurecer é preciso atenção na escolha e, de preferência, para uma área externa.”

A cortina de teto é um recurso que pode ser aplicado onde houver janelas e painéis de vidro - Daniel Mansur/Divulgação A cortina de teto é um recurso que pode ser aplicado onde houver janelas e painéis de vidro

À frente de um escritório especializado em projetos sustentáveis e consultora da Green Building Concil Brasil em Minas Gerais (GBC Brasil Casa), título conquistado graças aos seus conhecimentos e compreensão das práticas de construção de residências sustentáveis, Vanessa Figueiredo destaca um de seus projetos com cortina de teto que tinha como objetivo iluminar “o ambiente de jantar, estar e TV com luz natural, o que economiza energia”.

Já a designer de interiores Rosane Guedes indica a cortina de teto, formato romana, para ambientes com muita incidência solar, que tenha teto de vidro ou para o espaço da família. “Ela é bastante usada, geralmente por quem mora em casa ou apartamento de cobertura, com ambientes como um deque ou mesmo spa. Locais ideais para a cortina de teto”, diz.

CARÁTER FUNCIONAL

Rosane Guedes assegura que a cortina de teto é prática e fácil de lidar. “O acionamento da peça funciona de duas maneiras: manual, com o uso do bastão, ou mecânico, com o uso de interruptor ou controle remoto. Assim, elas deslizam sobre trilhos, facilitando a sua abertura e/ou recolhimento.” Ela ressalta que ela é prática, de fácil instalação e conta com diversos acabamentos que se distinguem quanto ao design, tamanho e material de fabricação. Quanto à cor, ela recomenda os tons neutros, principalmente pelo fato de o teto ser branco (na maioria). “O seu caráter é funcional, não é para chamar a atenção. Não é um elemento decorativo”, enfatiza.

Proteção solar e térmica, a persiana pode ser acionada de forma manual ou mecânica e tem mecanismos deslizantes sobre trilhos que facilitam sua abertura e recolhimento - Rafael Carrieri/Divulgação Proteção solar e térmica, a persiana pode ser acionada de forma manual ou mecânica e tem mecanismos deslizantes sobre trilhos que facilitam sua abertura e recolhimento

A designer lembra que a cortina/persiana de teto é mesmo funcional. Além de poder ser usada em ambientes residenciais ou comerciais, controlar a luminosidade, colaborar com a acústica e levar beleza para o espaço, ela pode ainda emoldurar uma janela ou disfarçar uma esquadria indesejada, destacar ou minimizar a tonalidade de paredes. Por isso, é importante escolher o modelo de acordo com as necessidades do projeto.

Rosane Guedes enfatiza que a manutenção da cortina de teto é primordial. Por ser um produto confeccionado com matéria-prima especial, é aconselhável seguir sempre as instruções do fabricante. Assim, ela terá vida útil prolongada. A limpeza é prática, às vezes pode ser feita em casa, com um aspirador.

Além de prática e de fácil instalação, a cortina de teto conta com diversos acabamentos que se distinguem quanto ao design, tamanho e material de fabricação - Rafael Carrieri/Divulgação Além de prática e de fácil instalação, a cortina de teto conta com diversos acabamentos que se distinguem quanto ao design, tamanho e material de fabricação

MEMÓRIA
Por dentro da história


A persiana teria sido inventada na Côte d'Azur (Costa Azul), Sul da França, em 1824, pelo engenheiro francês Pierre Le Fou. Ao buscar um método para a contenção do movimento das águas de um riacho na propriedade de seu pai, Antoine Le Fou, Pierre concluiu que algumas peças de madeira atravessadas de uma margem à outra poderiam diminuir o fluxo da água. Mas o fluxo também poderia ser regulado com o movimento das madeiras. Para testar a ideia, preparou uma maquete com lâminas de algodão engomado e cordas que possibilitassem o movimento. Uma vez terminada a maquete, sua esposa, Janine Le Fou, a pendurou na janela para que a goma secasse. Movimentando as lâminas, ela verificou que a luminosidade do ambiente poderia ser controlada. A descoberta levou o casal a criar uma nova espécie de cortina que chamaram de “Persiana”, em homenagem a Pierre, cujo apelido de infância era “Persi”. Desde então, os avanços foram enormes. “Hoje, temos persianas com tecnologia para atender às necessidades de cada ambiente. E da janela a persiana foi parar até no teto, como uma forma de proteção, aliando conforto térmico e visual, sem ofuscar a visibilidade.”

Fonte: Antoine Griff, pesquisador francês dos grandes inventos e descobertas da humanidade

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