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Mármore e granito são tendências que atravessam gerações

Muitas das grandes obras arquitetônicas conhecidas mundialmente usam granito e mármore

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postado em 01/02/2016 15:23 Redação Bonde /Folha de Londrina
A importância histórica das rochas ornamentais no Brasil e no mundo é tamanha, que muitas das obras turísticas que conhecemos e visitamos foram construídas e posteriormente reformadas, usando o mesmo material há centenas de anos. 

O setor investe constantemente em novas tecnologias para modernizar o processo de extração e aprimorar tecnologias para o acabamento das peças de forma a atender às criações dos arquitetos mais arrojados. Um dos pontos de referência no mundo para encontrar pedras ornamentais diferenciadas é a 41ª edição da Vitória Stone Fair, entre os dias 16 a 19 de fevereiro de 2016, em Vitória, no Espírito Santo. Serão mais de 20 mil visitantes entre especialistas, arquitetos, engenheiros, especificadores de obras, além de estudantes de arquitetura, importadores e exportadores que estarão por lá para acompanhar de perto o estado da arte deste setor. 

Muitas das grandes obras arquitetônicas conhecidas mundialmente usam granito e mármore. Conheça algumas delas: 

O Museu do Amanhã, recentemente inaugurado no Rio de Janeiro e que mudou a zona portuária da cidade, é um exemplo do uso de rochas em obras de referência. O projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava leva em seu piso externo e interno, granito vindo diretamente do Espírito Santo, local do Brasil que concentra a produção da maior variedade de rochas ornamentais exóticas. O material foi escolhido a partir de critérios ambientais, por causa de sua alta durabilidade e por serem produzidos num raio de até 800 quilômetros da região, o que diminuiu a pegada ecológica da construção. Além disso, a decisão de usar o granito e o limestone nas partes internas do museu, se deu também pela cor clara das rochas que reduz a emissão de calor. As rochas usadas pelo arquiteto na construção estarão expostas na próxima edição Vitória Stone Fair. 

Divulgação/Thales Leite
Divulgação/Thales Leite


Em São Paulo, grandes clássicos da arquitetura e cartões-postais da cidade, como o Edifício Matarazzo, o Edifício Martinelli e o Edifício Altino Arantes (conhecidos como Palácio do Anhangabaú e Edifício Banespa, respectivamente) usam o mármore em fachadas e nos interiores. O Edifício Matarazzo, construído em 1930 e projetado pelos arquitetos Severo e Vilares com a supervisão do arquiteto italiano Marcelo Piacentini, é uma obra imponente e grandiosa completamente revestida em mármore: suas paredes do hall de entrada são de mármore travertino. A parte de dentro do prédio leva pisos, paredes e colunas de mármore. O Edifício Martinelli, o primeiro arranha-céu da cidade, tem acabamento luxuoso, com escadas de mármore de Carrara e as paredes das escadas revestidas em marmorite, enquanto que o Edifício Altino Arantes foi construído com paredes de mármore de 16 metros de altura e com piso de granito decorado com brasões de bronze. 

Reprodução
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Já em Brasília, obras importantes como a Catedral Metropolitana de Brasília, o Memorial JK e o Palácio da Alvorada foram construídos usando o mármore, pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Na catedral, ele é encontrado na parte interna da igreja, enquanto que no Palácio da Alvorada, o mármore branco foi utilizado para revestir as colunas do prédio, que deram origem ao Brasão do Distrito Federal. Já o Memorial JK foi concebido todo em mármore branco. 

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Fora do Brasil, o museu MOMA, em Nova Iorque, teve sua fachada reconstruída pelo renomado arquiteto japonês Yoshi Taniguchi, que usou granito preto do Zimbabwe para refazer as escadarias do segundo andar do museu. Granitos preto, cinza escuro e cinza claro foram usados junto ao vidro para cobrir as alas leste e oeste do museu. Na fachada da torre também foi utilizado granito preto, que ao ser colocado junto a painéis de alumínio e vidro nas cores branca e cinza, conferiu ao MOMA, elegância e modernidade. Ainda nos Estados Unidos, o Lincoln Memorial é todo revestido em mármore branco do Colorado, e tem a arquitetura de um templo dórico grego. 

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Na Europa, obras clássicas como a Torre de Pisa, o Palacio Royal de Madrid, assim como as modernas como o Grand Arche de la Défense, em Paris, tem em suas composições rochas como o granito e mármore. Esse último, obra moderna mundialmente conhecida, construída há 26 anos no bairro arquitetônico moderno La Défense, foi concebido com 300.000 toneladas de mármore branco e cinza de Carrara. Em 2010, a construção foi reformada com granito. 

Reprodução
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O mármore e o granito, apesar de serem esteticamente semelhantes, tem aplicabilidades diferentes por serem constituídos por minerais diferentes: o granito tem baixa porosidade e alta resistência a abrasão, enquanto que o mármore tem alta porosidade e baixa resistência a abrasão. O uso ideal para cada rocha é determinado a partir de testes e estudos . 

A Vitória Stone Fair, maior feira de rochas ornamentais da América Latina, mostrará as tendências para 2016, bem como a diversidade e as aplicabilidades dos materiais e novos maquinários. Mais de 400 expositores mostrarão em 32.000 m², o que há de mais inédito no mundo das rochas ornamentais. Além disso, palestras e debates serão ministrados por arquitetos renomados vindo de diversos países ao longo dos três dias nas salas especiais da feira.

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