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| João Cernach (à esquerda) com os coordenadores: objetivo é discutir melhorias para o bairro |
O velho ditado popular - ''a união faz a força'' - não perdeu a atualidade. Essa foi a receita encontrada por síndicos de edifícios localizados na Gleba Palhano (Zona Sul) para discutir os problemas do bairro e encontrar soluções benéficas a todos. Criado há dez meses, o Conselho de Condomínios Residenciais da Gleba Palhano tem um presidente a cada dois meses, que nomeia coordenadores para as comissões de trabalho. De 32 edifícios localizados no bairro, 20 participam da associação.
A iniciativa surgiu a partir da preocupação dos moradores com o crescimento desordenado da região. ''Quando comprei meu apartamento, tinha só dois prédios aqui. Mas quando saiu a Avenida Ayrton Senna, não paravam de construir novos prédios'', salienta o empresário João Cernach, morador e síndico de um condomínio do bairro: o Paranoá. Uma das vitórias mais significativas dessa associação ocorreu no final do ano passado, quando a organização dos moradores barrou o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano dos imóveis localizados no bairro.
''Lotamos as galerias da Câmara (nos dias em que o assunto foi discutido)'', conta o empresário. O projeto de lei que autorizaria o reajuste em toda a cidade acabou retirado de pauta. Esse episódio foi fator determinante para aumentar a adesão ao grupo. A estrutura é formada por comissões que se encarregam dos principais assuntos que preocupam os moradores da região. Quatro comissões já estão formadas: Segurança, Sistema Viário, IPTU e Gestão de Condomínios. Outras duas devem começar a trabalhar logo: a de Saúde e a de Paisagística.
Segurança Uma das preocupações dos moradores é com a segurança. ''Como o número de entrega de prédios tem crescido, a tendência é que aumente o número de pessoas circulando e não temos como saber quem é funcionário ou não'', observa Alessandra Resquetti, síndica do condomínio Solar Rivera e coordenadora da comissão de Segurança. Segundo ela, as principais abordagens são arrombamento de carros estacionados nas ruas e assaltos à mão armada nos sinaleiros ou no momento em que o morador entra no prédio.
Alessandra observa que os condomínios têm discutido a contratação de um sistema de segurança privada com viaturas para fazer o patrulhamento da região. ''E quanto maior o número de prédios que participam, mais barato fica e maior o número de viaturas que conseguiremos'', salienta. Treinamento aos funcionários para saber lidar com situações de perigo, com cartilha própria, também é uma medida que está sendo avaliada.
Com a criação de uma comissão de Paisagística, o Conselho pretende zelar pelo Lago Igapó 2. ''É um local de lazer comum entre os moradores'', afirma Cernach, o atual presidente. Segundo ele, o lago tem com problemas de poluição, assoreamento e segurança. Dificuldades no trânsito também já começam a aparecer na Gleba, de acordo com o presidente. ''Faltam sinaleiros, as avenidas estão perigosas e já estamos fazendo um estudo para ver a necessidade de lombadas ou semáforos.'' A ideia, diz, é aumentar as comissões conforme surgirem as discussões para melhorias no bairro.
Gestão de Condomínios Para o coordenador da comissão de Gestão de Condomínios, o funcionário público Mário Jorge Tavares, o conselho pode ajudar a formar um banco de dados útil para a administração dos prédios com informações relacionadas a serviços e sistema de avaliação dos fornecedores.
Também é possível trocar informações sobre contratação e treinamento de funcionários e fazer cotação do valor de serviços. ''Podemos estudara criação de um pool de edifícios para fazer a compra por atacado de materiais de limpeza e conseguir valores diferenciados'', exemplifica. ''Os problemas nos condomínios são praticamente os mesmos. E, às vezes, um tem mais experiência naquela situação e vai ajudando todo mundo'', comenta Cernach.
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